Por Redação Portal GPN
O cenário era de um dia comum no Golden Square Shopping, em São Bernardo do Campo, até que o ódio de um ex-companheiro transformou uma joalheria de luxo em uma cena de horror. Cibelle Monteiro Alves, uma jovem de apenas 22 anos, foi brutalmente assassinada por Cássio Henrique da Silva Zampieri, de 25 anos, dentro da loja Vivara, onde trabalhava.
O crime, ocorrido na noite desta quarta-feira (25), revela a face mais perversa da intolerância de gênero: a do homem que não aceita o fim e que escolhe o local de sustento da vítima para cometer sua atrocidade.
Pânico entre os Clientes e Intervenção Policial
Enquanto clientes passeavam e famílias jantavam, pedidos de socorro ecoaram pelos corredores. Um policial civil que estava de folga no shopping percebeu a ação e interveio. Após dar ordem para que o agressor soltasse a vítima e ser ignorado, o agente efetuou disparos. Cássio foi atingido e socorrido em estado grave, mas Cibelle, infelizmente, não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
O barulho dos tiros causou pânico generalizado. Lojistas baixaram as portas, clientes deitaram no chão e o clima de “assalto” tomou conta do estabelecimento. No entanto, a realidade era outra, ainda mais triste e endêmica no Brasil: uma mulher sendo morta por ser mulher.
EDITORIAL GPN: ATÉ QUANDO AS VITRINES VÃO ESCONDER A BARBÁRIE?
O Portal GPN manifesta sua profunda indignação. O feminicídio de Cibelle Monteiro Alves no ABC é um soco no estômago da nossa falsa sensação de segurança. Se nem em um shopping center, cercado de seguranças e público, uma mulher está segura de seu agressor, onde ela estará?
A fala da secretária da Mulher de São Bernardo, Sandra do Leite, resume o sentimento de todos nós: “Quando morre uma mulher, todas nós morremos um pouco”. O Brasil vive uma epidemia de feminicídios que não será resolvida apenas com segurança privada, mas com o fim da cultura da posse e da impunidade. Não basta lamentar; é preciso descer o sarrafo na estrutura que permite que homens como Cássio continuem a acreditar que o corpo e a vida da mulher lhes pertencem.
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